| A minha filha |
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| Escrito por Vanessa Faria | |
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Meu nome é Vanessa, descobri na 22ª semana que a
minha nenê Lívia estava com problema no recebimento de oxigénio devido
a um envelhecimento precoce da minha placenta, ela permaneceu assim até
a 28ª semana, infelizmente ela havia desnutrido dentro de mim, neste
período, em vez de amadurecer e quando imaginávamos que ela viria com
pelo menos 800 gramas, eis que me falam que minha filha havia nascido
com 530 gramas.
O nascimento dela teve que ser de urgência, em menos de uma hora que havia chego ao hospital, ela já vinha ao mundo, às 21:38h do dia 28/10/08, porém como prematura extrema não consegui ouvi-lá chorar e os médicos apenas repetiam que ela era muito, muito pequena. Só fiquei um pouco aliviada quando o pediatra que a recebeu voltou para me dizer que ela já nasceu lutando e de olhos bem abertos.
Somente pude vê-la as 6:30h do outro dia, levei um susto, pois nunca imaginei ver minha filha sem as gordurinhas tão esperadas na bochecha, queixinho, pescoço, bumbum, coxinha, somente víamos os fios, tubos, aparelhos e antibióticos, porém o amor só aumentou ainda mais quando a vi desse jeito, pois sabia que desde cedo ela seria uma guerreira. A história dela na UTI surpreendeu todos os médicos, pois por seis vezes me disseram nas entre linhas que ela tinha apenas algumas horas de vida, pois com o peso de 470 gramas que ela ficou, com o pulmão fraco que ela nasceu, o rim, fígado e intestino que quase pararam de funcionar, as infecções gravíssimas que ela adquiriu e a necessidade de utilização do gás oxido nítrico para conseguir respirar, não davam nenhum fio de esperança para as pessoas mais técnicas, porém como pais sabíamos desde que vimos ela primeira vez com os olhos bem abertos e brigando com as enfermeiras que ela seria uma vitoriosa.
Maio ,2009 |
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