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O Afonso nasceu de 29 semanas de gestação, com 1 460 kg e 41 cm. Segundo o médico que me assistiu para um prematuro era um excelente bébé, quer em tamanho, quer em peso. O Afonso nasceu no dia 4 de Julho de 2005, no Hospital de Faro, quando a data prevista para o parto era 14 a 17 de Setembro. O Afonso ficou três internado na Unidade de Neonatologia do Hospital de Faro, onde todos foram excelentes, mas, ao terceiro dia de vida foi diagnosticado ao Afonso uma perfuração intestinal (entrecolite necrosante). Foi nesse mesmo dia evacuado de helicóptero para o Hospital D. Estefânia, onde mais uma vez o profissionalismo dos médicos e enfermeiros foi evidente. Foi operado nesse mesmo dia à noite, pela equipa do Dr. Miguel Duarte, foi-lhe retirado 5 cm de intestino e colocado um "saquinho" para as fezes poderem sair. O resto do intestino ficou a descansar para criar maturidade, pois devido à prematuridade os intestinos do Afonso não estavam completamente formados. O retirar do "saquinho" ficou marcado para o primeiro dia de Agosto. Durante este tempo o Afonso não foi alimentado com leite, sendo através de alimentação parentérica. Mesmo assim o Afonso, aumentava de peso quase todos os dias. Era uma vitória. Quando tudo parecia estar a correr bem o Afonso apanhou uma sepsis, voltou novamente para a sala de Cuidados Intensivos do D. Estefânia, onde teve que lhe ser colocado o CPAP. Nos dias a seguir melhorou um pouco voltou para a sala de Cuidados Intermediários e foi operado no dia 3 de Agosto. A operação correu bem, foi retirado o dito saquinho e o Afonso podia começar a beber leitinho se não fosse, dois ou três dias depois de ser operado, lhe aparecer uma infecção no local onde estava a cicatriz. Tudo resolvido o Afonso começou a ser alimentado com meio mililitro de leite por hora.Recuperou peso, e veio transferido para o Hospital de Faro no dia 23 de Agosto de 2005 e teve alta no dia 29 de Agosto de 2005. Quando saiu do hospital, pesava 2240 kg. Hoje o Afonso está bom, pesa cerca de 10 kg, tem 70 cm e é um bébé saudável, muito inteligente, muito reguila, imita tudo o que nós fazemos, até assobia. Foi um mau bocado que nós passamos, mas os bons bocados e as alegrias que ele todos os dias nos dá, têm feito esquecer os menos bons. Todos, quer no Hospital de Faro, quer no D. Estefânia, foram excelentes connosco e de um profissionalismo e sabedoria, que só quem passa sabe dar o devido valor. Resumidamente é este o percurso do meu pequenino. Olga (Maio 2006)
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