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O Dr. House que existe dentro de alguns… Imprimir E-mail
Escrito por Ana Salvador   

O Dr. House que existe dentro de alguns…

A Humanização dos cuidados de saúde é um tema cada vez mais debatido.

Quem já não se deparou com um (a) insuportável Dr. House?


De acordo com o Plano Nacional de Saúde 2004/2007  traçado para este pequeno país à beira mar plantado, relativamente à “Humanização dos Serviços de Saúde” é referido que “Um foco de descontentamento e das reclamações apresentadas pelas populações atendidas nos serviços de saúde é a desumanização que a prestação de cuidados de saúde sofre, devido a inúmeros factores intrínsecos ao trabalho desenvolvido. Existe uma constante insipiência de medidas concretas para minimizar este problema e melhorar a qualidade do atendimento prestado”

Além deste documento existe igualmente a “Carta de Direitos e Deveres do Utente” , a qual se assume como “mais um passo na dignificação dos doentes, do pleno respeito pela sua particular condição e da humanização dos cuidados de saúde".

Em Setembro de 2003 foram publicadas “As boas práticas do Atendimento na Saúde” com o objectivo de desenvolver nos profissionais de saúde competências na área comportamental, no sentido de os sensibilizar para o impacte das suas atitudes e comportamentos na comunicação com os utentes.

Qualquer um destes documentos expõe uma clara intenção de melhoria na qualidade dos serviços de saúde prestados.

Mas…quem é que já não se deparou, numa deslocação a uma unidade de saúde, com um profissional, de olhar vago desprovido de brilho, onde a comunicação se resume a um encolher de ombros, em que as palavras proferidas estão carregadas de má disposição, abundando, nalguns casos, os termos técnicos desprovidos de sentido para o comum mortal? Quem é que já não sentiu, ser só mais um, no meio de centenas, onde nem sequer nos olham nos olhos, onde nem sequer nos desejam um bom dia e as melhoras?

Muito há, ainda, a fazer ao nível da humanização dos cuidados de saúde, a amabilidade/cordialidade é meio caminho andado para a cura!

Para mim, somente as estátuas têm direito a ter corações de pedra!

Ana
(Fevereiro, 2007)


 
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